TÉCNICA AUXILIAR: Assisted-hatching

 

 

Definição:

O termo Hatching é utilizado para definir o processo natural de rompimento da "zona pelúcida" do embrião que ocorre entre o quinto e o sexto dia de desenvolvimento embrionário e que permite a implantação do embrião no útero materno.

A Zona Pelúcida é a estrutura que envolve o óvulo e também o pré-embrião durante as primeiras fases do seu desenvolvimento. Esta estrutura se mantém intacta durante as primeiras divisões celulares até o estágio de desenvolvimento embrionário chamado de blastocisto; nesta fase, a pressão interna exercida pelo embrião em crescimento força o afinamento e consequente rompimento da zona pelúcida. Isto facilita a implantação.

Quando existe alguma alteração nesta zona pelúcida, tal como o seu espessamento, este processo pode não ocorrer, impedindo que o pré-embrião implante no útero e impossibilitando a gravidez.

 

Histórico:

Inicialmente imaginou-se que realizar uma abertura na zona pelúcida dos pré-embriões produzidos no laboratório de reprodução assistida poderia auxiliar no processo de implantação.

Para tal, desenvolveu-se no final da década de 80 a técnica de Assisted Hatching, que consiste em produzir uma abertura na zona pelúcida do embrião. No início, esta abertura era realizada com micro-agulhas, que foram depois substituídas por uma solução ácida que dissolvia parte da zona pelúcida.

Mais recentemente, passou-se a utilizar a técnica de Assisted Hatching com laser. Muito mais eficiente e livre de toxicidade para o embrião, esta técnica considerada não-invasiva produz apenas um afinamento em uma das laterais da zona pelúcida do pré-embrião, o que torna este ponto mais frágil e de fácil rompimento durante o processo de implantação. Esta é a técnica utilizada na ANDROFERT.

 

 

Indicações:

A técnica de Assisted Hatching é indicada nas seguintes situações:

  • Zona pelúcida com espessura aumentada, normalmente observada em mulheres com mais de 38 anos;
  • Casos de diminuição da reserva ovariana (FSH aumentado), que está associada a alterações na qualidade do óvulo e da zona pelúcida;
  • Falhas repetidas de implantação em outras tentativas de reprodução assistida;
  • Transferência de pré-embriões congelados e descongelados.

 

Resultados:

Artigos científicos apontam a técnica com laser como a mais eficiente e ao mesmo tempo mais segura dentre todas as outras, aumentando significativamente as taxas de implantação e gravidez nos grupos de pacientes que se enquadram nas indicações mencionadas.

 

 

Referências:

1. Baladan B, Urman B, Alatas C, et al. A comparison of four techniques of assisted hatching. Hum Reprod 2002; 17: 1239.

2. Hammadeh ME, Fischer-Hammadeh C, Ali KR. Assisted hatching in assisted reproduction: a state of the art. J Assist Reprod Genet 2011; 28: 119.


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