INFERTILIDADE MASCULINA

 

Qualquer processo que afeta negativamente a quantidade, a estrutura e o funcionamento dos espermatozóides pode causar infertilidade masculina. Por exemplo, o uso de anabolizantes por alguns atletas, o alcoolismo, o tabagismo, entre outros, causam diminuição do número de espermatozóides.

 

A causa mais comum de infertilidade masculina chama-se "varicocele". A varicocele é uma dilatação das veias do testículo, formando "varizes" ao seu redor. Assim, o sangue fica represado, levando ao aumento da temperatura testicular. Como conseqüência, pode ocorrer diminuição da produção, da movimentação e do funcionamento dos espermatozóides, podendo causando infertilidade.

 

Outra causa de infertilidade masculina é a obstrução nos canais que transportam os espermatozóides. A obstrução pode ser causada por infecções, especialmente as infecções urinárias e as doenças sexualmente transmissíveis, doenças genéticas ou congênitas (de nascimento), além da obstrução proposital causada pela vasectomia.

 

Cerca de 6% dos homens inférteis tiveram problemas nos testículos quando crianças. Em um desses problemas, conhecido como "criptorquidia", o testículo não desce para o escroto. Se esse problema não for corrigido na infância, pode haver diminuição acentuada na qualidade do sêmen. Cirurgias na bexiga, próstata, ou outros órgãos do aparelho urinário também podem causar infertilidade, além da radioterapia e quimioterapia para o tratamento de câncer que freqüentemente causam infertilidade grave.

 

Drogas e outras substâncias tóxicas existentes em nosso meio podem causar infertilidade, seja por um efeito direto sobre os testículos, ou por afetar os hormônios envolvidos na produção dos espermatozóides. Essas substâncias são denominadas "gonadotoxinas", ou seja, são toxinas para as gônadas (testículos). As gonadotoxinas mais perigosas são a radiação, os medicamentos usados na quimioterapia do câncer, os pesticidas, o calor excessivo, a nicotina, o álcool em excesso, a maconha e os anabolizantes. Existem ainda outros medicamentos que diminuem a fertilidade. Entre eles destacam-se alguns antibióticos, anti-hipertensivos, medicamentos usados no tratamento da depressão, etc. Em muitos casos, os efeitos negativos dessas substâncias são reversíveis se não houver mais exposição a elas. Como vários hormônios produzidos pelo nosso organismo trabalham em conjunto para estimular a produção de espermatozóides, qualquer deficiência em um ou mais deles pode acarretar problemas na produção de espermatozóides.

 

Por fim, estima-se em que cerca de 15% dos homens com dificuldades para ter filhos, a causa possa ser genética. Com o avanço das técnicas diagnósticas, principalmente no campo da biologia molecular, já é possível identificar vários genes responsáveis pela parada da produção ou pela baixa produção de espermatozóides. Devido ao avanço das técnicas de fertilização in vitro, principalmente a ICSI (injeção intracitoplasmática do espermatozóide no óvulo), estes homens já podem ter filhos. Nestes casos, a possibilidade do diagnóstico da alteração genética deve ser oferecido a estes homens, para que possamos, então, realizar o aconselhamento genético antes da realização da fertilização "in vitro", e explicar os riscos que o futuro bebê poderá ter.

Atualizado Agosto 2014


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