TÉCNICAS PARA EXTRAIR ESPERMATOZÓIDES

 

A possibilidade de gravidez, a partir da injeção de um único espermatozóide no interior do óvulo, através da técnica de ICSI , abriu novas perspectivas para muitos homens que até bem pouco tempo eram considerados "estéreis". Muitos desses indivíduos, apesar de azoospérmicos , possuem focos de produção de espermatozóides normais, que encontram-se confinados no testículo, enquanto outros produzem espermatozóides normalmente, os quais ficam retidos no epidídimo, devido a alguma obstrução no sistema de transporte. 

Os primeiros casos de gravidez com espermatozóides aspirados do epidídimo foram obtidos no final da década de 80. Entretanto, nesta época a ICSI ainda não havia surgido, e os espermatozóides obtidos, em geral em número e motilidade reduzidas, eram utilizados para a fertilização "in vitro" convencional, com resultados desapontadores. Com o surgimento da técnica da micromanipulação de gametas (ICSI), as taxas de gravidez a partir de espermatozóides obtidos do epidídimo aumentaram significativamente, passando de 11% com a fertilização "in vitro" convencional, para 30-35% com a ICSI. 

 

TÉCNICAS PARA EXTRAIR ESPERMATOZÓIDES DO EPIDÍDIMO

O epidídimo é o local de amadurecimento e armazenamento dos espermatozóides, que são produzidos no testículo. Existem homens que produzem espermatozóides normalmente, mas estes não conseguem sair na ejaculação, porque o sistema de transporte está obstruído em algum ponto. Algumas obstruções são causadas por cirurgias (exemplo: vasectomia, traumas nos órgãos genitais, cirurgias na uretra, próstata e bexiga), e outras são congênitas (de nascença). Algumas obstruções são tratáveis por meio de microcirurgias, enquanto outras não tem tratamento. Quando a obstrução não é tratável, ou quando o seu portador não deseja ser submetido à cirurgia, é possível aspirar os espermatozóides do epidídimo, e utiliza-los para a fertilização do óvulo no laboratório. Existem 2 técnicas para extrair estes espermatozóides, conhecidas pelas siglas MESA e PESA.

 

TÉCNICAS PARA EXTRAIR ESPERMATOZÓIDES DO TESTÍCULO

Existem casos onde embora não exista obstrução, não há saída de espermatozóides na ejaculação (azoospermia não-obstrutiva). Nestes casos, o problema está localizado no testículo, que não produz espermatozóides, ou a produção é tão pequena que não aparece na ejaculação. Para a grande maioria destes homens, a única solução é a fertilização "in vitro" , que deve ser feita por meio da técnica de injeção intracitoplasmática (ICSI), pois na ICSI um único espermatozóide é injetado no interior do óvulo. Para que a ICSI seja realizada, é necessário encontrar os espermatozóides que estão "escondidos" no testículo. Também existem 2 técnicas para estes espermatozóides, conhecidas pelas siglas TESE e TESA. Mesmo nos casos onde não se encontram espermatozóides, é possível achar células imaturas (espermátides), e realizar a ICSI.

 

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